twitter

mariomcmj@gmail.com /

21 de setembro de 2011

FALA O QUE QUER, OUVE O QUE NÃO QUER

   Ontem li a entrevista do técnico do Figueirense, Jorginho, o tetracampeão mundial pela seleção brasileira de futebol. Nela existe um claro desabafo contra as publicações da imprensa, comentaristas e blogueiros que questionam o seu modo de jogar. (http://www.infoesporte.com.br)
   Comento aqui alguns detalhes desta entrevista por entender quem nem eu e nem o Jorginho somos donos da verdade e a opinião pode ser dada a qualquer momento desde que não falte com respeito com o ser humano que está do outro lado.
   O Jorginho disse em alguns momentos que o trabalho que vem sendo realizado é um trabalho sério e que ele não está de sacanagem. Ótimo. Porque se não não fosse assim ele estaria brincando com a diretoria e, principalmente, com a torcida. O profissionalismo deve estar presente no caráter do Jorginho.
   Nivel das equipes: O Jorginho foi totalmente infeliz ao citar clubes que têm jogadores de nivel de seleção. Me lembro do título ganho pelo Atlético PR com uma equipe sem craques, bem montada, bem treinada e que jogava para cima de seus adversários, com respeito e objetividade. Vejo poucos clubes na série A que têm o toque de bola envolvente como a equipe do Figueirense. Na minha opinião, o fato de jogar contra um Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Flamengo, já dá MEDO ao Jorginho. Os 32 pontos na classificação são fruto do medo diante dos adversários. Vi Vasco, Flamengo e Palmeiras jogarem de igual para igual no Scarpelli e os demais que jogaram e conquistaram pontos aqui se beneficiaram pelo medon de perder demonstrado pelo Jorginho.
   A influência da imprensa, blogs e comentários: O torcedor sabe ver muito bem o que acontece dentro e fora de campo. A resposta está nas arquibancadas do Scarpelli, sempre cheias de torcedores que apoiam o trabalho da diretoria e da comissão técnica. Mas a torcida percebe e consegue enxergar nos jogadores potencial para ir mais além. A torcida vê esse potencial limitado pelo treinador e fica indignada quando observa jogos contra Atlético PR, Grêmio, Avaí, América MG e tantos outros que o Figueirense jogou "respeitando" demais o adversário. Aí existe o desabafo, a crítica e a cobrança. Se o Jorginho quer escapar logo do rebaixamento para brigar por posições melhores, pois que solte esse time preso, amarrado e retrancado.
   Me recordo quando o Jorginho chegou ao clube e depois de algumas partidas jogando um futebol burocrático e sem vitórias, pediu paciência e disse que iria vencer aqui. Pois bem, o catarinense foi para o beleléu e vem pedir paciência? Jogando desse jeito? Já vi treinador tentando tirar o máximo de cada atleta, mas o Jorginho coloca a convicção em primeiro lugar e limita a equipe.
    Acho que o Jorginho será um grande treinador. Precisa ter humildade para aprender com seus erros. O Figueirense é considerado pequeno e só será grande quando tiver um treinador e uma diretoria que pensam grande. Clube que começa o campeonato dizendo que o objetivo é escapar da série B sempre será pequeno. Fica a dica, Jorginho!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário